Cultura em Plural

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Um Fim de Semana Barato!/Você, assim como eu,...




O fim de semana é cheio de planos.

Você planeja ir àquele teatro ver aquela peça, ir naquele cinema ver aquele filme, beber e comer naquele bar/restaurante que todo mundo já falou e você tá super curioso. Enfim.
Diversão.
Então que o fim de semana chega e você descobre que pra fazer tudo isso é preciso ter...
Grana.
E dinheiro, "mamata" ou "bufunfa" como diria a sua vovó você não tem. Eis que você então se conforma, dá um suspiro e analisa as possibilidades de diversão barata ou grátis para um fim de semana.

E aqui vão algumas dicas:


1. Num dia de sábado é possível visitar o Museu do Palacete das Artes na Graça. A entrada é franca e lá a arquitetura do casarão é muito linda. A guia pode mostrar a você todos os detalhes das exposições, além de dar informações úteis como as perguntinhas básicas que você, assim como eu, faz:

-Já viu algum fantasma por aqui? Barulhos estranhos? Portas fechando? Algum assassinato? Alguém sentiu calafrios?

A resposta logo você obtém sob a expressão assustada da guia que nega tudo e desconfia que você tenha um parafuso a menos, mas você justifica:

-É que eu entrei aqui e senti um calafrio... Hu! – você se abraça de súbito e percebe que a guia já está com medo. Logo ela vai embora e você pode curtir aquele momento, sozinho, admirando quadros, esculturas, objetos esquisitos e tudo o mais que se pode ver num museu.

2. Uma ida ao Instituto Goeth lá na Vitória para ver um grupo de jazz tocar as sextas-feiras no fim da tardinha é muito legal. Entrada franca, é possível reunir os amigos, mas atenção para o queijo coalho do barzinho. Além de ser caríssimo o queijo nem vale a pena. Mas ah! Se você for dessas pessoas que, assim como eu, se coçam toda com picadas de insetos é melhor passar um hidratante. Por lá você vai encontrar os bichos a solta e, não raro, sair todo mordido nas pernas. Melhor prevenir que remediar.

3. Quem pensa que comida japa é só pra grã-fino está bem enganado. Recentemente abriu na Barra uma Temakeria que serve pratos por apenas sete reais, que tal? Quem foi já me garantiu a qualidade e disse que era possível se deliciar tanto quanto com sushis e sashimis.

-É bicho cru! – sua mãe costuma dizer.
E você, assim como eu, sempre responde:
-Adoro comer bicho cru! Nham!
-Eca!

4. Comer quesadilhas ou enchiladas no restaurante mexicano Tijuana custa 18 reais, mas como a porção é boa, rachar com mais duas pessoas não sai caro e você ainda come bem! Mas esqueça pensar em tomar tequila porque é muito caro. Pense no lado bom da coisa. Você evita de passar vexame depois de tomar uma dose e gritar:

–Yoy soy merricano de corazonnn!Arriba!

5. Cinema de graça sempre tem na sala Walter da Silveira e por vezes uma peça gratuita no Espaço Xisto bem ao lado. Tudo for free, você só gasta o jornal na hora de conferir a programação.

6. Um pôr-do-sol, uma praia, um passeio na orla. Tudo isso é possível sem gastar um tostão, mas é preciso selecionar o amigo porque não é todo mundo que gosta de programas assim.

7. Eis que temos por fim, meu caro, a famosa pizza Luitti, que custa 4 reais e dá em todas as massas de pizza que vemos por aí no supermercado e são bem caras. Não tem marca que bata esta pizza maravilhosa que só de pensar dá fome. Hummmm.


No fim das contas o seu porquinho Tutu agradece!



oinc!

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

O Homem de Ferro



Para falar do Homem de Ferro vou ter de focar no ator que o interpreta, Robert Downey Jr que é um velho conhecido por nós nos anos 80.
Na época, ainda adolescente, ele participou de várias comédias teens enlatadas que a Globo cansou de passar nas sessões da tarde, tais quais “De Volta As Aulas”, “Mulher Nota 1000”, “O Rei da Paquera”, dentre outros.
Robert parecia ter um futuro promissor na carreira artística, principalmente depois que encarnou o próprio Chaplin no filme “Chaplin” tendo até uma indicação ao Oscar, mas tão logo caiu nas drogas, passou a década de 90 apagado, com filmes insossos, só vindo a ter outra vez credibilidade em 2000 quando, recuperado, entrou na ótima série americana “Alley Mcbeal”.

Em O Homem de Ferro percebe-se que apostaram todas as fichas em seu talento sendo que Robert não fez feio.
Irônico e sarcástico, o ator deu vida ao personagem assim também como malhou bastante para compô-lo. Todo fortinho da cabeça aos pés, este ator quarentão teve a oportunidade de agarrar um papel que muitos atores, bem mais jovens, disputariam acirradamente.
Calhou da história ser muito bem contada, com minúcias sobre como o super-herói surgiu, atualizando para o nosso tempo(conflitos no Afeganistão) e deixando mesmo as situações mais impossíveis parecerem um tanto quanto naturais.
Por fim, para mim que nunca tinha ouvido falar até então do Homem de Ferro, ele me pareceu o mais real dos super heróis e a dica é: assistam folks!

Ps - É claro que nem tudo são flores. Não houve química entre a personagem de Gwyneth Paltron, Virginia Peppers - assistente de Tony Stark/Homem de ferro, e o Robert, mas parece que o problema seja a própria Gwyneth que afirmou recentemente estar cansada de atuar.

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Totalmente Chico!


-Como assim você nunca ouviu “Geni e o Zeppelin”?!

Olhei para este amigo e falei:
-Talvez eu até tenha ouvido sabe...
Não convenci.
Ele então continuou:
-“Geni e o Zeppelin" é uma música muito famosa do Chico Buarque! Fala sobre a moral da sociedade! É um tapa na cara!- gritou.
-Será que eu até ouvi e não sei? – tentei amenizar.
-É inacreditável que você nunca tenha ouvido! – disse ele consternado.

Eu também estava.
A idéia de não conhecer esta música me parecia tão absurda que eu mudei de assunto:
-Sabe a música “Passaredo”? Foi a primeira música que ouvi dele e isso foi aos quatro anos de idade. Mamãe, na época, comprara uma coletânea de disquinhos infantis chamada "Curumim" e eram historinhas com MPB de Chico, Nara Leão etc. Eu ouvia numa vitrolinha vermelha portátil, que aliás, eu tenho até hoje, e funciona! Acredita? - dei risada.
-Você vai ouvir “Geni e o Zeppelin” hoje! Sem falta! - disse ele sério.
-Humhum...

É, ele estava certo...
Depois que eu ouvi, me perguntei “Como assim eu nunca tinha ouvido antes?”
Prestem atenção na letra folks.






E como estou mesmo numa fase a La Chico vamos para uma das músicas que mais gosto:
“O Meu Amor”.
Assim como “Geni e o Zeppelin”, ela foi composta para fazer parte da peça “A Ópera do Malandro” que, também escrita por Chico, fez muito sucesso em 1978, tendo as personagens principais interpretadas por Marieta Severo(minha atriz preferida) e Elba Ramalho. Posteriormente virou filme, mas eu ainda prefiro esta versão. Acho-a maravilhosa:



Domingo, 27 de Abril de 2008

Urubus!!!

Comprei o ingresso do show da Ana Carolina semanas atrás.
Peguei um táxi pra não me preocupar com estacionamento.
Compareci horas antes do início do show pra não ter problema de entrada, muvuca, confusão e o que eu mais temia: filas.
Daí você vem e me pergunta:
-E adiantou?
Inacreditavelmente a resposta é Não!
Olhe abaixo a fotografia.
Nela está: Bruninha (publicitária), eu (jornalista), Nubs (publicitária e Dj) e Nandinha (produtora cultural).

















Quem me conhece sabe que este é o meu melhor sorriso amarelo.
Um sorriso de quem enfrentou uma senhora fila na Concha, de quem teve uma amiga barrada na portaria por ter comprado ingresso FALSO de urubu, digo, cambista, de quem não se conformou e voltou pra casa e pegou mais grana pra comprar outro ingresso, de quem pegou outro táxi, de quem enfrentou outra fila gigantesca, de quem subiu e desceu DUAS vezes a ladeira íngreme da Concha, de quem ficou num dos piores locais para ver o show lotado, de quem perdeu as três primeiras músicas que eram, por sinal, as melhores, de quem quase chorou de desgosto.
Então caros amigos...
Preciso dizer mais?
Eu digo. Não comprem de cambistas. Ingresso falso? Só se for por um real.
O show da Ana foi 70 contos. Que tal?

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Após o desabafo, vamos para o show:

Um show automático com pouquíssima interação da cantora com a platéia.
Aliás, não precisava.
A histeria dos fãs era tanta que a Ana Carolina só cabia sorrir de volta.
Cantar? Pra que? Um playback bastaria desde que ela estivesse no palco.
Não teve diferença entre ver um dvd e estar no show, exceto que os meus pés doíam pra valer.
Não houve dedicatória de canção, nem casos, nem contos, nem nada que a fizesse se situar em que cidade se encontrava. É esse o mau das turnês?
Qual seja, o show foi morno, e só valeu porque show é que nem pizza e sexo: mesmo quando ruim é bom.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Showzinho neste sábado!








Após 3 anos longe dos palcos baianos, a cantora Ana Carolina volta à Concha Acústica, desta vez para apresentar o novo CD intitulado “Dois Quartos”. Polêmico, o cd contém diversas canções com apelo sexual, sendo que uma, bastante presunçosa, se chama “Eu c*** a Madonna”.
As batidas da canção esperam por uma música eletrônica que, provavelmente, estará em grande parte do show, além de abrir também espaço para antigos sucessos como “Uma louca tempestade” e "É isso aí".
Os ingressos(R$70 inteira e R$35 meia) já estão esgotados, restando os urubus, digo, cambistas, como única opção para a compra.
Se vale a pena conferir? Eu digo que vale!
Mas a minha dica para este show, previsto para começar as 18h deste sábado, é chegar uma hora antes para estacionar sem stress, se possível numa garagem paga porque o que tem roubo de carro por aí não tá no gibi.
Eis que é isso folks!
Confiram um pedacinho da turnê:
Adoro essa letra que diz "Eu quero sair de manhã, eu quero seguir a estrela, eu quero sentir o vento, pela pele um pensamento me fará uma louca tempestade!"

Terça-feira, 22 de Abril de 2008


A capa do cd na prateleira de uma loja chamou a minha atenção.
Encostei o nariz na vitrine e pude ler:

THRILLER – 25th Anniversary!

Então que o álbum mais vendido de todos os tempos, o que fez de Michael Jackson um sucesso estrondoso e o primeiro negro a ter um videoclip na MTV, o que emplacou diversos hits e trouxe inspiração para a dancinha "moonwalker" (aqueles passinhos para trás que davam uma impressão flutuante), estava fazendo vinte e cinco anos?!

No momento seguinte, já com o cd em mãos, tão logo ouvi velhas canções, como Beat it, Billie Jean etc., fui remetida a 1983 quando o canal SBT passava, todas as noites de sexta, o famoso clip de terror Thriller.
Na época, eu, então com 3 anos, morria de medo, mas não conseguia desgrudar os olhos da tela. Vovó, que também era medrosa, chegava perto e dizia:
-Minha filha, não veja isso não...
Mas logo saía porque nem ela agüentava ver o clip inteiro.
Quando tentei pegar o clip no youtube para colocar por aqui, acabei tendo um déjà-vu ao ver o vídeo de uma menininha que, assim como eu, dançava e gritava ao assistir Thriller, totalmente encantada e aterrorizada.
Dêem uma olhada, folks.


Terça-feira, 15 de Abril de 2008


Colaborações!

O meu querido amigo Beto Junqueira(www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7559976355053487899) aceitou ser o primeiro colaborador do blog!
Logo abaixo segue as dicas de livros de fantasias que ele indica a todos que curtam viajar na construção de mundos diferentes e encantadores.


Dicas do Beto!


Top 3 Livros de fantasia

3. A Historia Sem Fim - Michael Ende

Quem não se lembra do filme com o menininho Atreiu e a Imperatriz Menina? A trilha sonora, então, ficou sempre gravada na memória. O livro, que deu origem ao filme, é infinitamente melhor. O filme termina no meio do livro, quando eles salvam a Imperatriz Menina, porém deixa de fora uma das partes mais divertidas que é a reconstrução de fantasia por Bastian Bux. A imaginação dele aflorando e as descrições são muito interessantes. Um tipo de fantasia que foge ao modelo de Tolkien. A cada página que eu lia, ficava esperando meu nome aparecer escrito no livro. Ele envolve e remete ao tempo em que todos nós acreditávamos que coisas fantásticas podiam acontecer.

2. Johnatan Strange & Mr. Norrell - Susanna Clarke

Magia, na Inglaterra, durante as guerras napoleônicas. A recrudescência de artes antigas sendo aplicadas na guerra. A escrita mais elegante que eu já tive o prazer de ler. Tudo isso faz desse livro uma obra incrivelmente deliciosa. O desenvolvimento da relação pupilo/mentor, entre Strange e Norrell, é muito interessante. A magia é um elemento fundamental, mas o divertido é observar o estilo dos magos, o que eles podem fazer com o poder. Ler Susanna Clarke é o equivalente literário a beber um excelente vinho!

1. Stardust - Neil Gaiman

A maior história de romance que eu já li. O rapaz que vai em busca da estrela, como um presente de amor, é o exemplo maior do herói romântico, entretanto, o desenvolvimento da história não é previsível, nem entediante. Os personagens de Neil Gaiman sempre são muito interessantes e se mesclam com maestria no seu cenário, indícios e citações de coisas não explicadas dão mais sabor ao mundo. No fundo, quase todos os livros deste autor são excelentes e este é, na minha opinião, o melhor deles. Quem se arriscar no inglês, pode ler o original, pois a prosa poética do autor é muito linda, e, em boa parte, perdida na tradução. Ao fim, basta dizer que, quando eu terminei o livro, estava morrendo de vontade de me apaixonar! Cadê minha Yvaine?

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Valeu Beto!
Em suas dicas de livros, você resgatou "A História sem fim" que é um dos meus filmes preferidos dos anos 80 e que, sem dúvida, fez parte da infância de muita gente ao passar nas tardes de sábado. Que nostalgia!
Aqui vai um videozinho dele com a trilha-sonora que eu adoro: